When you think you had enough…
Tuesday, August 19th, 2008 | Pessoal, Reflexões | 2 Comments
Bom dia, queridos leitores miguxétys do Avalon Dream. Sim, eu voltei das trevas, renasci das cinzas e cá estou.
Depois de uns mesezinhos infames estudando, analisando organelas citoplasmáticas e lutando contra meu hipocampo desfavorecido para lembrar qual tipo de solo predomina no Sudeste Asiático, uma querida miguxete dos textos perfeitos sugeriu-me pela, vejamos, décima-primeira vez a voltar com o blog e, num lapso de tédio, resolvi escrever algo.
Não por acaso, esse período intensivo de estudos fez eu me esquecer de tudo ao meu redor. Intervalos não eram mais destinados a comer Trakinas de chocolate com A Demência, e sim a dar mais uma adiantada no resumo de biologia. As tardes livres, em casa, não eram mais ocupadas para ficar rindo sobre o que tinha acontecido no fim de semana. De certa forma, eu me mecanizei, e esqueci que em volta de mim haviam pessoas reais, concretas, como eu. Tudo o que havia era o futuro, o vestibular, a faculdade.
Há anos que espero para o fim do ano que vem, quando irei sair dessa cidadezinha em formato de colher a fim de ir para uma metrópole num raio máximo de 500km, que possua alguma Universidade federal que ofereça um bom curso de Medicina. Tudo o que eu sempre desejei foi e é que o tempo passe - e eu sempre imaginei que, se eu morresse antes de sair daqui, tudo o que eu teria feito na minha vida teria sido esperar, pura e simplesmente. Mas, nos últimos dias, devo dizer que algo mudou.
Meu rosto, a meu ver, sempre fora anônimo pelos corredores do mesmo colégio onde estudo há quase sete anos. Minha vida social sempre foi ínfima: nunca fui a festas, repudio ao máximo fazer trabalhos em grupo (prefiro trabalhar mais e fazer sozinha) e nunca fui muito de me socializar. Sempre achei que, qualquer crise que me acontecesse, eu estaria totalmente sozinha, sem apoio algum. Surpreendi-me ao ver que o que aconteceu foi exatamente o contrário.
Nunca fui acostumada com alguém se preocupando sobre como eu estou. Esses dias foram, no mínimo, bizarros. Eu via pessoas que não deviam absolutamente nada a mim perguntando-me sobre como eu estava e se precisava de algo; escutando meus incessantes desabafos e ajudando-me como podiam.
Sempre acreditei que só damos valor às coisas e às pessoas quando elas estão a ponto de serem perdidas por nós, e esse seria o único jeito de valorizá-las realmente. No entanto, em alguns momentos, basta enxergar que elas estão ali.
…of this life, hold on.
(nada como um texto auto-ajuda non-sense para recomeçar. hihu!)