Eu não sei como começar esse texto. Sinceramente. Considerem isso como uma introdução ou um relato detalhado sobre o que aconteceu - o que daria um ótimo começo. Mas não tenho coragem para fazê-lo.
Fica difícil acreditar em qualquer fonte de esperança - alguma força superior, justiça universal ou algo que o valha - quando um garoto de 16 anos (que, aliás, era a pessoa mais esforçada que você já tinha visto) simplesmente… morre. Evapora, vai embora, nunca mais vai voltar.
Fica difícil acreditar que a vida realmente tem valor quando uma pessoa que você conhece desde seus dois anos de idade, uma pessoa que você conhecia e amava, some desse jeito. Fica difícil crer em qualquer coisa, até mesmo no fato de que ele se foi. E é complicado aceitar que nunca mais vai haver um rosto com uma expressão acentuada de desdém e, posteriormente, o melhor conselho do mundo, quando eu ficar triste.
“E, enquanto isso, tanta gente que merecia morrer”. Disseram-me isso ontem. Mas eu deixei de crer até mesmo nisso. Como diria Renato Russo, os bons morrem jovens. E quem sabe seja por isso mesmo que ele se foi.
Escrito por tarsila às 10:51 pm.



