Bom dia, queridos leitores miguxétys do Avalon Dream. Sim, eu voltei das trevas, renasci das cinzas e cá estou.
Depois de uns mesezinhos infames estudando, analisando organelas citoplasmáticas e lutando contra meu hipocampo desfavorecido para lembrar qual tipo de solo predomina no Sudeste Asiático, uma querida miguxete dos textos perfeitos sugeriu-me pela, vejamos, décima-primeira vez a voltar com o blog e, num lapso de tédio, resolvi escrever algo.
Não por acaso, esse período intensivo de estudos fez eu me esquecer de tudo ao meu redor. Intervalos não eram mais destinados a comer Trakinas de chocolate com A Demência, e sim a dar mais uma adiantada no resumo de biologia. As tardes livres, em casa, não eram mais ocupadas para ficar rindo sobre o que tinha acontecido no fim de semana. De certa forma, eu me mecanizei, e esqueci que em volta de mim haviam pessoas reais, concretas, como eu. Tudo o que havia era o futuro, o vestibular, a faculdade.
Há anos que espero para o fim do ano que vem, quando irei sair dessa cidadezinha em formato de colher a fim de ir para uma metrópole num raio máximo de 500km, que possua alguma Universidade federal que ofereça um bom curso de Medicina. Tudo o que eu sempre desejei foi e é que o tempo passe - e eu sempre imaginei que, se eu morresse antes de sair daqui, tudo o que eu teria feito na minha vida teria sido esperar, pura e simplesmente. Mas, nos últimos dias, devo dizer que algo mudou.
Meu rosto, a meu ver, sempre fora anônimo pelos corredores do mesmo colégio onde estudo há quase sete anos. Minha vida social sempre foi ínfima: nunca fui a festas, repudio ao máximo fazer trabalhos em grupo (prefiro trabalhar mais e fazer sozinha) e nunca fui muito de me socializar. Sempre achei que, qualquer crise que me acontecesse, eu estaria totalmente sozinha, sem apoio algum. Surpreendi-me ao ver que o que aconteceu foi exatamente o contrário.
Nunca fui acostumada com alguém se preocupando sobre como eu estou. Esses dias foram, no mínimo, bizarros. Eu via pessoas que não deviam absolutamente nada a mim perguntando-me sobre como eu estava e se precisava de algo; escutando meus incessantes desabafos e ajudando-me como podiam.
Sempre acreditei que só damos valor às coisas e às pessoas quando elas estão a ponto de serem perdidas por nós, e esse seria o único jeito de valorizá-las realmente. No entanto, em alguns momentos, basta enxergar que elas estão ali.
…of this life, hold on.
(nada como um texto auto-ajuda non-sense para recomeçar. hihu!)
Escrito por tarsila às 8:18 pm.



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P.S.: O free theme *decadência* ainda não tá ajustado. Tem de tudo, até páginas imcompletas. Shame on me!
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Detalhe: agora que vi que dava para comentar. ><
Espero que volte a postar freqüentemente, tarsilete! *-*
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Ok, não entendi o perfil.
E free theme é o que há.
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Massa o lay, mozão! Páginas iMcompletas :P
Amcêamcê
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Por que “O Demente”? 8P
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AHUAEHAUAEHEAUAEHAEUHEEUA, brigadis por me citar ae * aeaeae *
e brigadis tambem por colocar o link do meu bloguxo –’ sua infeliz, morra do lado da tuany!
AAHEAUHEUAHAEUAEHEUAHAEUHEUAEHAEU
beeeeeeeeeijuuuuuuuuuuu
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e eu nao bebi, juro.
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Nossa, isso sim que é vontade de sair da sua cidade!
Minha época pré-vestibular até era dedicada a estudar, mas nunca tanto assim… nunca quis fazer Medicina, muito menos em universidade pública.
Só posso desejar sorte e que você não esqueça que existem pessoas que podem apoiar você de verdade. Até eu preciso me lembrar disso constantemente. Não por estar presa em tanto estudar, mas por estar presa na indiferença a tudo e a todos.
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Textos que falam um pouco sobre nós smpre são bons, afinal, mostrar que somos seres-humanos e que temos sentimentos sempre é interessante de verdade.
Me reconheci quando li um certo trecho do teu post:
“Minha vida social sempre foi ínfima: nunca fui a festas, repudio ao máximo fazer trabalhos em grupo (prefiro trabalhar mais e fazer sozinha) e nunca fui muito de me socializar.”.
Beijos e sorria!
Aliás, aproveite a vida!
:D
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Eu passei minha vida esperando pra sair da minha cidade também, sei como é se sentir um “outcast”. Sou muito mais feliz fora dela, embora tenha amigos de lá ainda, que junto com minha família são as únicas coisas que me importam lá. Pensa que todo esse esforço uma hora (próxima) vai valer todo o esforço!
Bjos